quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

24ª Semana - Chaminés ao alto, fumos ao largo...

Olhar para um telhado e ver lá uma bonita chaminé, embeleza de sobre maneira a casa. Foi a pensar nisso que resolvi apostar, como era óbvio, numa chaminé tradicional Alentejana, com algumas adaptações e boas ideias do Renato e do Mário (o executante).

As fotos ainda não as tirei, mas no final da semana estarão por aqui aos pulos para que todos os visitantes possam opinar sobre a mesma.

Entretanto já temos quase todos os pré-aros colocados, as tubagens para o recuperador de calor e do exaustor no local apropriado. Por sua vez os remates no telhado estão quase concluídos, esta tarefa requere mais tempo do que se pode esperar, pois são muitos os remates a serem feitos.

Este telhado é um simples telhado de "Duas águas" agora imaginem um daqueles telhados cheios de recortes, a pipa de massa que não se gasta a mais em cortes de telhas, logo maior desperdício, bem como o incremento exponencial de mão de obra para o executar... tenham atenção a isto pessoal.

Um abraço

As fotos:

4 comentários:

Anónimo disse...

Caro Sr. após visitar o seu blog n pude deixar de ler algumas das suas publicações.
Dou-lhe desde já os parabéns por estar a seguir o seu sonho de construir a sua casa, no entanto e como arquitecto que sou não posso deixar de me sentir desiludido com algumas situações que continuam a acontecer com Arquitectura do nosso país, da qual o Sr e a sua casa são exemplo.
Antes lembre-se que este comentário nada tem contra sim e é apenas um desabafo sobre a situação da arquitectura no nosso país, que espero, o levem a reflectir
Pelo que pude ler e ver pelas suas fotografias, nota-se claramente uma falta de empenho quanto a disciplina de arquitectura. A sua casa não apresenta nem escala nem conceito e muito menos uma adequação à morfologia do terreno.
Cuidado com as definições de Arquitectura tradicional porque essa dita tradicional nunca existiu no nosso país. Deverá ler para isso as primeiras considerações sobre arquitectura tradicional portuguesa exigidas pelo já falecido Salazar … que desilusão deve ter sido para ele na altura … espero que o mesmo n aconteça consigo.
Uma obra que vai crescendo ao sabor do vento não é tradicional mas sim popular. As fotos deixam perceber erros graves de construção como é por exemplo a ligação das entre elementos das alvenarias e dessa com a cobertura. Lembre-se que as técnicas usadas na arquitectura popular revelavam a sabedoria na altura de acordo com níveis de exigência da altura, em muitos casos, a execução popular era por desconhecimento e não por sabedoria, o que quer dizer que o popular bem feito é bom e o popular sem regra é muito mau… cuidado quando deixa que seja um pedreiro a decidir sobre a sua obra, ou mesmo sobre uma chaminé.
Lembre-se que o barato sai caro e a falta de ajuda por profissionais poderá no futuro sair-lhe muito caro …. O valor pago a um técnico não representa mais que 2 a 4 % do valor de obra e isso não deverá ser argumento para a falta de um.
Espero mais uma vez que não me leve a mal a minha honestidade.
Sorte com a sua casa.

afsantos disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
afsantos disse...

Boa tarde caro Visitante Anónimo, desde já agradeço-lhe a sua rápida visita e ter deixado um comentário, creio ser a 1ª vez que vou responder a um comentário no meu blog, porque das outras vezes as pessoas surgiram identificadas com nome e email e, desta forma eu pude responder através do seu contacto.

Aos comentários que faz, não posso concordar consigo, pois poderá criticar o projecto, os pormenores do mesmo, o enquadramento, etc etc etc, agora dizer que a obra avança ao sabor do vento, não estou muito bem a ver ao que se refere (talvez num próximo comentário me possa indicar alguns exemplos), pois a obra segue o projecto que foi definido inicialmente. Contudo e, como creio em todas as obras, existem pequenas alterações, mas nada de substancial.

O exemplo que deu da "chaminé" foi assim inicialmente prevista, se verificar uns posts de umas semanas atrás tem a foto de uma chaminé indêntica à que está concebida no anexo e futuramente na casa. Não vejo onde está mal em o "pedreiro" dar a sua opinião, afinal de contas até é ele que a vai fazer.

Reconheço que se fosse hoje a iniciar o projecto, sim porque até fui eu que desenvolvi a base do projecto e, não... não sou arquitecto, era capaz de lhe fazer algumas alterações, mas garanto de nada muito substancial.

Assim se me podesse ilucidar na parte onde diz "... nota-se claramente uma falta de empenho quanto a disciplina de arquitectura. A sua casa não apresenta nem escala nem conceito e muito menos uma adequação à morfologia do terreno.", sem qualquer ponta de ironia, ficaria agradecido, até para mais e conforme digo na apresentação do blog, a ideia é que outros não cometam erros como "eu" eventualmente cometi.

Um forte abraço

Filipe Santos
afcsantos@gmail.com

Ps. E claro que o seu comentário não é nada contra mim, nem poderia ser, afinal, nem motivos teria, dado que não me conhece :)

Anónimo disse...

Filipe,
Sabes que esta discussão até poderia dar matéria interessante? Como se construía antigamente - maioritariamente se não sempre sem arquitecto. A minha Casa de Manique foi assim, pelo que me informaram, os arquitectos e arquélogos que fizeram uma publicação sobre a Construção Popular Saloia em Cascais, foi muito provavelmente construída, como tantas outras, por vizinhos, familiares dos proprietários, a troco de um bom garrafão de vinho. E suspeito que algumas partes da casa foram erguidas depois de beberem o garrafão todo! E embora não exista de facto "a casa portuguesa", existem construções, todos nós sabemos o tipo, que são representativas da casa portuguesa porque possuem elementos em comum que a tipificam. Todos nós sabemos do que se fala, quando se fala na "casa portuguesa".
Bom, a minha casa é sem duvidas portuguesa, construída "ao sabor do vento" e do "garrafão", e aos meus olhos, e no meu coração, é um verdadeiro e legítimo palacete, mesmo sem ter mão de arquitecto.
Sabes, no entanto, existe esta corrente - a que discute e defende que a "obra" é válida apenas quando fruto de arquitectura, mas eu, talvez como tu, considero como arquitectura qualquer edificação que me faça sentido e me pareça bela. O caso da tua casa.
Abraço.